Muitas vezes ouvimos dizer que existe a hora certa para a brincadeira. Mas o que deve então a criança fazer ao longo de sua infância, senão brincar? Se pararmos para pensar no valor que têm para o desenvolvimento infantil, muito provavelmente mudaremos essa forma de pensar.
É por meio dela que a criança compreende o mundo, aprende regras, testa habilidades motoras, se comunica, se relaciona e se constitui. Com jogos lúdicos e brincantes, compartilham, cooperam com o grupo e principalmente, se desenvolvem. Assim, pode-se dizer que a brincadeira acontece a todo instante e é um instrumento de aprendizado, descobertas e expressão para a criança.
Mas sendo a brincadeira esse instrumento, podemos entender então o corpo como o brinquedo? Essa outra indagação, devemos levar como afirmativa potente!
Desde pequenos, os bebês são convidados a brincar com o corpo, explorando seus sentidos e conhecendo suas formas. Ainda deitado no berço, ele testa variadas possibilidades para agarrar os objetos à sua frente. Em contato com o chão, quando encontra apoio, procura jeitos de se movimentar, experimentar o mundo e as partes de seu corpo através da boca. De repente rola, se assusta, depois volta a repetir o movimento. Arrisca os primeiros passos, se encanta pelos saltos e busca cada vez correr mais rápido!
Em cada etapa de seu desenvolvimento, a criança brinca nos mostrando as potencialidades de seu corpo, e, cabe a nós adultos compreendê-las e deixá-las ser…
Um corpo presente, curioso, cheio de vida, que quer brincar e ser brinquedo! Corpo-brinquedo que desafia e testa espaços, repete movimentos até encontrar o equilíbrio necessário para outras tantas estripulias e ao final das brincadeiras espichar-se procurando alongar e descansar!
