Projeto 2021: Tombei, tombei, tornei tombar

Em 2021 a Favinho & Mel decidiu por reeditar um tema desenvolvido em um de seus projetos. A princípio ficamos entre Cooperação de 2012 e Patrimônio de 2013. Ao nos reunirmos no Observatório de Docentes, percebemos o quanto o tema Patrimônio ficou em nossas memórias. A partir dessa escolha demos os primeiros passos na construção do Projeto Institucional.

Mas por que trazemos o Patrimônio de volta? Rememorar por quais motivos? Acreditamos que ao trazermos o tema para as interações e brincadeiras junto às crianças poderemos despertar a sensibilidade, nos conhecermos e conhecermos o outro como patrimônio e sendo assim reconhecermos os demais patrimônios no sentido de cuidar e preservar.

Ao desfrutarmos do patrimônio natural da escola presente nas colmeias de abelhas nativas, no Jardim Polinizador, nos canteiros, na horta, nas árvores frutíferas e demais paisagens, nos educamos no sentido de ampliarmos o conceito de patrimônio partindo do micro para o macro. Nossos casarões 23 e 25 tombados pelo patrimônio, bem como os demais da rua da Martins Ferreira, onde a escola está localizada, também cumprem essa função e nos levam às casas do Pelourinho, de Olinda, da Mangueira entre outras.

Compreender a relevância de aspectos das heranças histórico-cultural presentes na escola, no bairro, na cidade, no país e no mundo, pavimenta caminhos para desenvolvermos posturas, olhares e sentidos e tudo isso diz muito sobre nós mesmos e as gerações passadas, em uma dinâmica de lembrar e criar memórias.

Vimos figuras como a Sinhá Olímpia (Olympia Angélica de Almeida Cotta) de Ouro Preto/MG; Cartola (Angenor de Oliveira) da Mangueira/Rio de Janeiro; Tia Ciata (Hilária Batista de Almeida) Rio de Janeiro; Dorival Caymmi, da Bahia; e tantas outras se tornarem patrimônios sensível, afetivo e humano, uma vez que suas histórias vêm sendo preservadas por meio de documentários, músicas, literaturas, centros culturais etc, encantando as novas gerações.

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