Após o Clubinho de férias, curiosos viajamos pelo continente Africano para conhecermos os animais cooperativos. O elefante foi primeiro a nos chamar atenção.
Onde vais, elefantinho
Correndo pelo caminho
Assim tão desconsolado?
Andas perdido, bichinho
Espetaste o pé no espinho
Que sentes, pobre coitado
— Estou com um medo danado
Encontrei um passarinho!
Vinícius de Morais
A partir do poema brincamos de corrida do elefante, de pega-pega, imitando seu andar e de esconde-esconde. Para encontrá-lo passamos por circuitos no quais engatinhamos, rolamos e pulamos. Pesquisamos imagens da planta pata de elefante e confeccionamos duas patas com unhas feitas de papel laminado prata.
A tromba do nosso amigo fez o maior sucesso! Imaginamos que ela era um chuveiro, tomamos banho com papel picado e depois transformamos o escorrega em uma grande tromba pela qual descíamos animados.
Diariamente usávamos o fantoche do elefante para pegar as fichas da chamadinha com as fotos. Deslocávamo-nos pela Favinho & Mel em manada, dávamos as mãos e cooperávamos com os amigos guardando os brinquedos. Na casinha, organizamos uma exposição com suas frutas favoritas e preparamos uma deliciosa salada para o seu almoço.
Cantamos, dançamos e pulamos ao som das músicas O elefante é gordo e grande, O elefante queria voar e O elefante é pesado. Nesses momentos, brincávamos de balançar um dos braços simulando uma tromba.
Lemos o livro Princesa Arabela mimada que só ela, de Mylo Freeman e participamos da festa de aniversário da Arabela e da elafanta. Também ouvimos O elefante caiu, de Ivan Zigg e a diversão foi cair e sermos ajudados a levantar. Com papéis de texturas diferentes, exploramos as cores azul e rosa, predominantes nas ilustrações.
Sentimos a maciez do pincel ao carimbarmos nossas mãos em forma de elefante. Ficou tão bonito que criamos o convite para o encontro com as famílias que aconteceu na Urca.
O elefante nos apresentou uma galinha fraca, fracola; com ela aprendemos a música A galinha d’ Angola, de Vinícius de Morais. Como essa danada reclama que está fraca! No tecido preto, carimbamos com os dedinhos, bolinhas brancas para reproduzirmos suas penas e sempre que brincávamos com ela cantávamos: tô fraca! tô fraca! tô fraca! tô fraca! tô fraca!
Com giz de cera sobre o papel pardo, desenhamos coletivamente a nossa galinha. No parquinho, divertimo-nos procurando grãos de milho feitos em papel crepom amarelo. Na casinha, preparamos uma gostosa omelete com ovinhos feitos com massinha caseira.
A Morena d’Angola (Chico Buarque), também chegou para brincar com a turma. Juntos, massageamos nossos pés e entusiasmados confeccionamos chocalhos de diferentes pesos usando areia. Ela nos apresentou alguns primatas e diariamente na chamadinha
os imitávamos no espelho.
A dona macaca foi a primeira a chegar para a brincadeira e juntos cantamos e dançamos a sua música:
Dona macaca, dona macaca
subiu num coqueiro bem alto,
Pegou um coco, pegou um coco …
Do coqueiro da Dona Macaca retiramos um coco para sentirmos seu peso, sua textura e para brincarmos de rolá-lo. Abrimos e degustamos sua água, que delícia! Também produzimos um com papel crepom amassado.
Ainda em Angola, conhecemos um Chimpanzé que estava procurando suas bananas. Entramos na brincadeira e cooperativamente o ajudamos.
Agosto/Setembro 2012




