Infância, nosso maior patrimônio, vamos cuidar
Defender o nosso patrimônio é alfabetização.
(Mário de Andrade)
Em nosso projeto político-pedagógico, vivenciaremos conceitos contemporâneos de patrimônio, elaborados pela UNESCO e pelo IPHAN. Fundamenta o trabalho a defesa de patrimônio – cultural, e natural – valioso para a humanidade.
O patrimônio material protegido pelo IPHAN é composto por um conjunto de bens culturais como o histórico e o artístico, por exemplo. Eles estão divididos em: bens imóveis como os núcleos urbanos, sítios arqueológicos e bens individuais, como a história de vida de uma pessoa. Há ainda os bens móveis, como os acervos museológicos, bibliográficos, fotográficos, cinematográficos etc.
A UNESCO define como Patrimônio Cultural Imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.
Vale considerar também o patrimônio natural: monumentos e sítios naturais, formações físicas, biológicas, geológicas, habitat de espécies animais e vegetais, constituindo conjuntos de formações de valor universal excepcional do ponto de vista estético ou científico.
Esses conceitos possuem interfaces que dialogam porque as culturas são formadas por gente e seus valores e produtos. Há distinções e entrecruzamentos entre os patrimônios imaterial e material, cultural e natural e assim por diante.
E por que trazer esse tema amplo e complexo ao campo da Educação Infantil?
Primeiramente porque acreditamos na importância de comunicar junto às crianças valores, que são constantemente recriados em função de interações com a natureza e as histórias.
Em suas brincadeiras, investigações, relações afetivas, jogos etc, a criança manifesta sua cultura, desenvolve-se e, nesse conjunto de ações, apropria-se de bens e valores, ressignificando e produzindo outros sentidos para patrimônio.
Trabalhar com esse tema é também assumir o desafio para gerar sentimento de identidade e continuidade, fundamental para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
A capoeira, as cirandas, as receitas culinárias, os cancioneiros, as rodas literárias entre outras fazem parte da nossa prática pedagógica. O carnaval, o casarão (de 1901) da Favinho & Mel e a própria rua Martins Ferreira, tombada, são pontos de partida para o nosso projeto. O desafio está lançado e ao longo do processo todos construiremos essa história.