Chegar em um novo pais é sempre curioso e transformador: é o contato com uma nova cultura, novos hábitos, pensamentos, crenças e formas de vida – é um momento de aprendizado constante. Os olhos se atentam a todos os detalhes, as novidades impressionam a cada instante e as vivências acrescentam para o resto da vida. Foi nesse contexto de aprendizado que Teresinha Fernandes Pimentel e Mônica Novaes se apaixonaram pela cultura japonesa. No dia 7 de junho, embarcaram rumo ao Japão para o Encontro Internacional das Escolas Associadas ao PEA Unesco, representando todos da Favinho & Mel e mostrando o incrível trabalho realizado pela escola.No primeiro dia foram convidadas a visitar Ministério de Educação, Cultura, Tecnologia e Esportes, onde conheceram mais detalhes do sistema educacional japonês. Em um ambiente de muita troca, falaram sobre a Favinho & Mel, e presentearam os representantes da UNESCO com uma edição do livro “Favinho & Mel: Educação Infantil e Ensino Fundamental – 1º Ano” traduzida para japonês.
O segundo dia foi marcado por uma visita à Shimofusa High School, uma das 24 instituições voltadas para a educação sustentável do Japão. Nessa escola técnica puderam acompanhar a rotina dos estudantes: visitar laboratórios, conhecer as estufas e alguns trabalhos que desenvolvem. O gostinho especial dos pães e sucos preparados por algumas turmas também marcou a visita.
Os dias seguintes, incluíram idas a outros espaços escolares. Sem deixar de lembrar a emocionante chegada à Nishita Elementary School, onde foram recebidas com um simpático gesto de boas vindas: paredes coloridas com trabalhos confeccionados pelos alunos trazendo lindas referências do Brasil.
Uma escola que traz quanto princípio a construção da autonomia, onde atividades são executadas pelos próprios estudantes. Em uma divisão de trabalho semanal, todos participam da limpeza e ordem dos ambientes.
No horário de almoço mostraram essa tamanha dedicação, todos se dividiram para servir a refeição e organizar a sala para a próxima atividade. De forma divertida ensinaram a técnica japonesa de fazer origamis.
Outro momento muito importante foi à visita à escola infantil Fuji Kindergarten, um espaço projetado especialmente para as crianças. Uma escola com formato oval que permite uma “circulação infinita”, onde podem correr, brincar no telhado da escola, subir em árvores e aprender o tempo todo.
Para elas a experiência dessa viagem significou muito. Observar o respeito de todos pela educação, que é pensada, cuidada e dedicada à autonomia da criança, onde o professor é valorizado integralmente. Foi um aprender constante e que somará ainda mais a nossa prática pedagógica.
Você sabia?
- No Japão, é tradição as crianças ganharem de suas famílias uma mochila que os acompanhará durante os vários anos escolares. Chamada Randoseru: feita de couro resistente, com um formato tradicional e sem muitos detalhes.
- As crianças do primeiro ano do Fundamental (6 anos) vão a pé sozinhos para a escola. Desde pequenas são ensinadas pelos pais o caminho que devem percorrer. Na rua, permanecem com o boné da escola, assim podem ser reconhecidas e vigiadas pela própria população – que já está preparada para atendê-las quando necessário. -.
- No Japão, o professor após 10 anos de atividade tem que passar por uma reciclagem para possuir a reabilitação na função de docente.
