Precisamos ouvir nossas crianças!

Quantas vezes nos pegamos dando respostas automáticas para os tantos de porquês que aparecem ao longo das conversas com as nossas crianças? Ou as vezes que dizemos não a elas, sem ao menos darmos uma explicação. Será isso reflexo da vida apressada e atarefada dos adultos?
Saber escutar a criança é uma atitude sensível que requer muito cuidado e atenção, por isso é fundamental que se compreenda a sua importância e a coloque em prática.
Escutar a criança é ao mesmo tempo reconhecê-la na sua individualidade, é observar suas formas de expressão, seus gestos e movimentos, entendendo realmente o que querem dizer. A disponibilidade para ouvi-las é essencial nesse processo, acolher sem a intenção de corrigir ou ensinar algo. É dar a devida importância a essa ação sem confundi-la com permissividade ou falta de limites.

Então, como praticá-la de fato?

Dar voz, perceber, observar, considerar, valorizar, todas essas ações envolvem o processo de escuta. Mas antes, é preciso identificá-la como indivíduo pleno, capaz e cheio de potência. Afinal, a criança se comunica por meio de suas brincadeiras, balbucios, resmungos, agressividades e até silêncios e notá-los é um bom caminho para estabelecer este contato.
É conseguir se colocar no lugar delas, exercendo o contato ativo, empático e afetuoso. Conversar na sua altura, se aproximar de seu universo, das suas perspectivas, embarcar nas suas descobertas e fantasias.
Fazer combinados, abrir brechas de comunicação para estar juntos, responder às suas perguntas com verdades e exemplos. Dar justificativas e respeitar os seus desejos são formas de escutá-las.
Talvez o segredo seja largar os papéis antigos designados aos adultos e assumir que temos um tanto de coisas a aprender com as nossas crianças.
Precisamos ouvi-las! E, é assim que fazemos na Escola Favinho.

Rolar para cima