Festa pedagógica 2019: Da Austrália à África, a Favinho conhece novas línguas e linguagens

Quando o segundo horário da Festa Pedagógica começou, às 11h30 do dia 30 de novembro (sábado), no Teatro dos Quatro (Gávea), as famílias aguardavam cheias de expectativa.

A sala, uma verdadeira galeria, exibia trabalhos produzidos ao longo do ano e dava uma prévia do que estava por vir. Havia mapas do continente africano, vislumbres dos oceanos e bichos. Tudo sempre permeado pelas ideias das crianças em tintas, recortes e muitas cores.

Crianças vestidas com fantasias de Romeu e Julieta tampam os olhos com as mãos enquanto estão em um palco
Foto: Camilla Mello

Here we go again!

As primeiras notas do sucesso de Ringo Starr Octopus Garden trouxeram um mar de empolgação com a Honey School 1. Eles tinham acabado de desembarcar de uma viagem à Austrália e não vieram sozinhos.

Acompanhados de fishes brilhantes e águas-vivas transparentes, inundaram o Teatro de alegria e ternura. Qual será o próximo destino de marinheiros(as) tão intrépidos?

Honey School 2 sugere a terra da queen e do Queen! Nas England eles puderam conhecer a batida contagiante de We Will Rock You e se inspirar pelo grande escritor William Shakespeare.

E quem diria que o romance de Romeo and Juliette funcionaria tão bem ao som de ABBA! No final, uma mensagem mais do que importante: ALL YOU NEED IS LOVE.

Crianças com roupas coloridas africanas dançam em roda com uma professora. Ao fundo uma pintura do continente africano
Foto: Camilla Mello

África, Amazônia, Espaço sideral!

Enquanto isso, em outro continente, o Favo 3B vivenciava a cultura do Congo e celebrava nossa herança africana na forma de um animado Maracatu. Desfilando estampas de padrões coloridos, não faltaram elegância e animação. Até o Gonzagão participou da festa.

Crianças deitadas levam os pés ao alto enquanto balançam guizos prezos ao tornozelo. Ao fundo, uma projeção de uma mandala com um cajú no centro.
Foto: Camilla Mello

Chic, chic, chic, chic… Lá de longe, o som dos guizos de tornozelo deixou todos curiosos. O Favo 3C entrava em cena e começava uma dança indígena.

Vieram de povos diversos: Pataxós, Xavantes, Cariris, Iaonamis e Tupis, Guaranis e Carajás. Traziam suas línguas, brinquedos e cantos. E deixaram sua marca em todo lugar: Tijuca, Ipanema, Irajá, Maracanã.

Crianças com capas dançam em um palco levando as mãos à frente do corpo. No fundo, bambolês enfeitam a apresentação
Foto: Camilla Mello

Antes da entrada do Favo 4, a plateia, em cochichos, se perguntava: O que é aquilo? É um pássaro? Um avião? Era muito mais do que isso. Uma turma de heróis do espaço reais, com uniforme e tudo.

Usando suas capas de estrela e cintos de cometa, eles nos salvaram de um buraco negro gigante. Ufa! Ainda bem! Estaríamos em apuros se não fosse o super Favo 4.

Crianças chacoalham pandeiros e dançam em cima de um palco. As meninas usam turbante. Ao fundo, duas professoras entram na dança.
Foto: Camilla Mello

Samba ou sertanejo?

O Favo 5 teve uma grande responsabilidade: fechar a Festa Pedagógica de 2019 com estilo. Na verdade, era uma responsabilidade dupla. Afinal, eles encerram um ciclo na escola e se despedem do convívio das nossas colmeias no fim deste ano.

Em sua última viagem na companhia das abelhas da Favinho, trouxeram da África os cantos tradicionais, a capoeira de Angola e o samba. Os turbantes completavam o figurino na medida em que a percussão preenchia o teatro com a força do escorpião e a ginga do suricato.

O que viria depois foi uma surpresa com a qual ainda estamos emocionados. Entre corações que voavam, o palco foi tomado por famílias do Favo 5 que organizaram, em segredo, uma homenagem.

A mudança do samba para o clássico sertanejo Não aprendi dizer adeus, de Leandro e Leonardo, deixou a equipe da escola sem palavras. Os sorrisos e lágrimas, porém, serviram para expressar todas as emoções que afloravam, com alegria e carinho a níveis estratosféricos.

A Favinho propicia um ambiente de amizade e companheirismo. Por isso, quisemos fazer essa homenagem para toda a equipe. Todos (da equipe) criam esse ambiente”, explica Mariana Ferreira, mãe da Maria Clara (Favo 5).

Já Patrícia Garcia e Itamar Soares, pais do Theo (Favo 5), mencionam que a escola continuará presente em suas vidas. “Fica uma sensação de que fizemos uma excelente escolha. O Theo está na Favinho desde os seis meses de idade e só podemos agradecer. A Favinho criou um círculo de amizade entre os pais e as crianças e isso vai extrapolar a escola”, afirmam.

Para nós, da Favinho, ficam as relações.

“É com muita emoção que podemos dizer que atingimos o objetivo de mostrar a educação de uma forma mais ampla”, comemora Teresinha Fernandes, diretora da instituição. “Mostrar o quanto o afeto e as boas relações permeiam a nossa proposta educacional”, conclui.

E que nos próximos anos, as crianças continuem se divertindo e os pais continuem se emocionando. Sempre valorizando a cultura da infância e educação de qualidade. Até 2020!

Quer saber como foi o primeiro horário da festa? Acesse a primeira parte deste artigo aqui. Também não deixe de acompanhar nossas redes sociais (@favinhoemel | /escolafavinhoemel). Sempre temos novidades sobre a nossa escola por lá!

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