“Que bom celebrar um ano de descobertas com as nossas crianças. O projeto Línguas e linguagens – Brincadeiras por toda parte nos proporcionou muitas relações e alegrias (…)”.
Assim começou a fala de Teresinha Fernandes Pimentel na Festa Pedagógica 2019 da Escola Favinho no dia 30 de novembro (sábado), às 9h30, no Teatro dos Quatro (Gávea). Emocionada, a diretora da instituição pontuou as relações que permeiam a Educação Infantil, da conexão entre saberes à amizade entre famílias.
E justamente tais relações impulsionaram a produção desta edição da Festa. Com ampla ocupação, o Teatro presenciou o resultado do trabalho de toda a equipe da escola e das crianças.
Foram meses de criação da cenografia e de coreografias contagiantes que encantaram os olhos de todos.
Já a banda reunia os professores de Música, Roda de histórias e Semearte, além dos músicos Naife Simões (percussão) e Victor Neto (sopro). Afinadíssimos, desfilavam composições próprias e versões de grandes sucessos. Que time!

E como não mencionar as imagens da fotógrafa Camilla Mello? Retratando o cotidiano das crianças na Favinho, as sessões de fotos exibidas no telão preparavam a entrada de cada turma .
De acordo com Bia Guedes, mãe da Isabella (Favo 2A), as fotos “mexem muito conosco. Vemos a história de tudo que aconteceu esse ano…é uma mistura de emoções: muitas lágrimas e muita alegria”.
Quer relembrar conosco os melhores momentos deste dia inesquecível? Continue a leitura abaixo. Fica a dica: separe alguns lenços porque lágrimas são permitidas sem moderação.

Sejam bem-vindos ao jardim das abelhas
Quem conhece a Favinho sabe do amor que nutrimos pelas abelhas, traduzido no nosso jardim polinizador e nas muitas colmeias que temos por aqui (todas de abelhas sem ferrão).
Claro que não poderíamos deixar uma parte tão fundamental da escola de fora da festa, então os pequenos do Favinho A bateram suas asas e voaram por um jardim de flores coloridas e cheirosas.
O jardim estava tão bonito e as flores tão cheias de mel que acabaram chamando a atenção dos curumins e cunhatãs do Favinho B, que logo chegaram junto. Foi uma grande festa que ainda incluiu as famílias das crianças!

Lobo poliglota? Saurogueijo? Que bichos são esses?
Ao cair da noite, foi a vez dos lobos entrarem na dança, mas não quaisquer lobos. Eram de uma espécie um tanto diferente: os lobos poliglotas da Favo 1A. Chegando de mansinho iluminados pela luz da lua e embalados por um blues de primeira, deram a uivar em inglês, italiano e muito mais! Se conseguiu ouvir essa espécie de lobo, por favor, nos mande um registro. São animais raros e fascinantes.
E se você estava se perguntando que bichos eram esses, o Favo 1B entrou em cena justamente para responder. Ao som de um rap muito original, a professora puxou o bonde e pôs todo mundo para dançar. Impossível esquecer o refrão: “Uuuuuuuuh uuuuuh uuuuuuh é a zebra!”
Mergulhando fundo no mar, encontramos os carangossauros do Favo 2A. Ou seriam saurogueijos? Tem gente que jura que eram tubarãossauros. E quanto mais a maré subia, mais eles se agitavam e dançavam ao som de cirandas temperadas com ritmos nordestinos.

Vamos aprender japonês?
Konichiwa! A história da Escola Favinho com o Japão começa em 2018, quando visitamos algumas escolas fascinantes por lá no Encontro Internacional das Escolas Associadas ao PEA Unesco.
Na festa pedagógica, no entanto, o ponto de partida foi outro: as colônias japonesas no Pará. Entrando no palco na forma de um grande dragão japonês, as crianças do Favo 2B nos apresentaram ao maneki neko, ao grow e à carpa. Tudo isso trajando quimonos coloridos e cheios de charme.

Entre repentes e trava-línguas
Lá do Nordeste veio o 3A
Cheio de sabedoria
Veio adivinhar os bichos
E ainda fizeram rima
Perdoem por tentar um repente para descrever a apresentação dessa turma, mas não havia como não entrar no clima!
No passinho do baião, eles vieram devagarzinho, apresentando os animais das xilogravuras de J. Borges em forma de cordel musicado. Quem prestou atenção na coreografia conseguiu adivinhar o nome de toda a bicharada.
Fechando o primeiro horário, invertemos um pouco as coisas. Ao som do clássico Trava-língua, do grupo Tiquequê, o eloquente Coral da Favinho subiu ao palco. E não se intimidou!
As professoras assumiram o desafio sempre com simpatia, samba no sapato e sem se assustar com os sons das sílabas da nossa língua (tente falar isso rápido 3 vezes).
Os aplausos não foram poucos. Ingrid Valeriano, mãe do estreante Pedro (Favinho B), destacou a produção da festa: “Não esperava algo desse tipo. Ficamos surpresos e muito felizes. Foi a minha primeira vez no palco com o Pedro e foi muito emocionante. Já estamos empolgados para as próximas”.
Mas que surpresas estariam reservadas às famílias – e à equipe da Favinho – no segundo horário? Acesse a segunda parte do artigo aqui e descubra!
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